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A economia da solidão cresce para atender quem está só

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A economista britânica Noreena Hertz se dedicou ao estudo da solidão e seus impactos na sociedade, motivada por observações em seu trabalho e vida pessoal. Seu livro mais recente, intitulado “The Lonely Century: Coming Together in a World That’s Pulling Apart,” explora a epidemia de solidão e maneiras de reconectar as pessoas. Ela argumenta que a solidão não é apenas uma questão emocional, mas também uma desconexão social e política. Durante a pandemia, a falta de interação social em espaços públicos piorou, e a tecnologia agravou a situação, afetando especialmente os idosos e os jovens.

Hertz destaca que as redes sociais têm tanto aspectos positivos, como fornecer um senso de comunidade para minorias discriminadas, quanto aspectos negativos, promovendo tribalismo e populismo. Ela acredita que os governos precisam regular as gigantes da tecnologia para prevenir danos emocionais, principalmente entre os jovens. Hertz sugere que a solução passa por promover atividades coletivas e mudar o padrão mental que valoriza a competição em detrimento da colaboração. Ela destaca que a solidão não é apenas prejudicial para a economia, devido a impactos na saúde e produtividade, mas também para a democracia. Hertz vê oportunidades de mercado em investir em atividades coletivas, como discotecas diurnas para idosos na Coreia do Sul.


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