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Como adiar tributos legalmente? Estratégias para empresas ganharem fôlego sem infringir a lei

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A complexidade do sistema tributário brasileiro, somada à elevada carga fiscal, impõe desafios constantes às empresas. Com prazos rígidos, múltiplas obrigações acessórias e alterações frequentes na legislação, manter os tributos em dia exige mais do que organização: exige estratégia.

O que muitos empresários não sabem é que é possível adiar o pagamento de tributos de forma totalmente legal, por meio de ferramentas previstas na legislação, como parcelamentos, compensações, escolha do regime tributário e até ações judiciais bem fundamentadas.

Com um bom planejamento tributário, essas medidas permitem ganhar fôlego no caixa, evitar autuações e manter a regularidade fiscal, mesmo diante de cenários financeiros difíceis.

1. Parcelamento fiscal: solução imediata para dívidas tributárias

O parcelamento é uma das estratégias mais comuns para adiar o pagamento de tributos já vencidos. Ele permite que a empresa regularize débitos sem comprometer o caixa de forma abrupta.

Tipos de parcelamentos:

  • Ordinário (Lei nº 10.522/2002): disponível a qualquer tempo, permite parcelar em até 60 vezes.
  • Especiais (REFIS, PERT etc.): lançados pelo governo com condições mais vantajosas, incluindo descontos de juros e multas.

2. Compensação de créditos tributários: pague menos e ganhe tempo

Empresas que acumulam créditos de PIS, COFINS, ICMS-ST ou IPI podem utilizá-los para compensar débitos tributários. Essa compensação pode, inclusive, evitar o pagamento à vista de obrigações correntes.

A compensação é regulamentada pela Lei nº 9.430/96 e, atualmente, realizada via PER/DCOMP Web.

Atenção: a compensação indevida pode gerar autuações e multas. O suporte técnico de um contador ou advogado tributarista é essencial.


3. Aproveitamento do prazo legal de vencimento

Embora pareça óbvio, usar o prazo máximo legal para pagamento dos tributos pode ajudar no fluxo de caixa, desde que com controle e planejamento.

Exemplos:

  • Pagar o DAS do Simples Nacional até o vencimento (geralmente dia 20).
  • Recolher o INSS e FGTS no último dia útil antes do vencimento legal.
  • Adiar o recolhimento do IRPJ/CSLL trimestral, optando por apuração trimestral em vez da mensal.

Legal e eficaz, mas exige controle rigoroso para não gerar inadimplência.


4. Escolha do regime tributário: impacto direto sobre o prazo e forma de apuração

A escolha entre Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional influencia o momento da apuração e pagamento dos tributos.

  • No Lucro Real Trimestral, a empresa pode planejar e distribuir as despesas ao longo do trimestre, evitando antecipações.
  • Já no Lucro Presumido, a tributação é feita com base em uma margem presumida, e os prazos também são trimestrais.

Uma escolha estratégica pode significar mais tempo para pagar e menor carga efetiva.


5. Suspensão da exigibilidade por via judicial ou administrativa

Se o tributo for considerado indevido ou houver controvérsia quanto à sua cobrança, é possível suspender legalmente a exigência do pagamento com base no art. 151 do Código Tributário Nacional.

Hipóteses que suspendem a exigibilidade:

  • Recurso administrativo ainda pendente.
  • Depósito judicial do valor.
  • Concessão de liminar em mandado de segurança ou ação anulatória.

Atenção: essa estratégia deve ser embasada em tese jurídica válida, sob pena de litigância de má-fé ou cobrança retroativa com encargos.


6. Reorganização societária e planejamento de operações

Com um bom planejamento, é possível reorganizar operações internas para adequar o momento da incidência tributária.

Exemplos:

  • Emissão de notas fiscais em datas estratégicas.
  • Planejamento de compras sob regimes de substituição tributária.
  • Centralização de operações em unidades com incentivos fiscais (ex: Zona Franca de Manaus ou Sudene).

Tudo deve estar fundamentado e documentado para resistir a uma eventual fiscalização.

Postergar o pagamento de tributos não significa inadimplência. Quando feito com respaldo legal e orientação técnica, traz equilíbrio financeiro e pode até evitar endividamentos desnecessários.

A chave está no planejamento tributário, no acompanhamento constante das obrigações e no uso das ferramentas legais disponíveis.

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