O Arquiteto das Pontes entre a Fé e a Cultura
Tributos Teológicos · Março de 2026 · Mês de São José
Há teólogos que constroem muros para proteger a fé, e há aqueles que constroem pontes para comunica-la. Gianfranco Ravasi pertence decididamente aos segundos. Ao longo de mais de meio século de vida intelectual, ele ergueu passagens entre a Palavra revelada e a poesia secular, entre os Salmos e Nietzsche, entre a sacristia e a praça pública, sem jamais perder o fio que o ligava à tradição. Por isso foi chamado, com precisão, de “Cardeal da Cultura”.
A tese central de seu pensamento pode ser expressa numa imagem que ele mesmo utiliza: a Bíblia é o “grande código” da cultura ocidental. Sem ele, somos quase analfabetos diante de Dante, de Michelangelo, de Bach e de Dostoiévski. Para Ravasi, a fé não é um dialeto fechado, mas a gramática que tornou possível a civilização que habitamos.
Neste março de 2026, escrevo esta homenagem como parte de uma série de tributos a teólogos que marcaram minha formação nos anos 1980, quando estudei teologia e filosofia. Já escrevi sobre Joseph Ratzinger. Agora chegou a Ravasi, um nome que ouvi, curiosamente, antes de ler qualquer linha sua.
Era 1979. Perguntei ao então seminarista Dom Walmor de Oliveira Azevedo, o baiano de Cocos que viria a se tornar Arcebispo de Belo Horizonte e um dos mais primorosos exegetas e estudiosos da Bíblia que o episcopado brasileiro produziu, se era importante que um exegeta dominasse o hebraico bíblico. Ao mencionar Ravasi, ele já antecipava, sem saber, a própria vocação que o definiria: a de um homem para quem a Escritura é sempre maior do que qualquer leitura estreita. Ele respondeu com uma referência surpreendente para aquele tempo, sem internet. Disse que em Milão havia um teólogo chamado Ravasi, que dominava o hebraico bíblico e possuía a rara capacidade de relacionar Bíblia e literatura. Esse nome ficou gravado em mim. E o tempo confirmou, com generosidade, tudo o que aquela breve menção prometia.
DA BIBLIOTECA AMBROSIANA AO CONCLAVE
Nascido em 18 de outubro de 1942 em Merate, na Lombardia italiana, Ravasi foi ordenado sacerdote para a Arquidiocese de Milão em 1966. Desde o seminário, abriu as portas de línguas que poucos ousam cruzar: o grego, o hebraico, o aramaico e o ugarítico, uma língua semítica antiga que sobrevive em fragmentos de argila e que ele lê com a naturalidade de quem lê um jornal.
Por anos foi Prefeito da Biblioteca Ambrosiana de Milão, um dos maiores arquivos culturais do mundo cristão, que guarda manuscritos de Leonardo da Vinci, cartas de Lucrecia Bórgia e o Virgílio de Petrarca. Ali, Ravasi não foi apenas um administrador; foi um guardião de tesouros. Aprendeu que a fé e a cultura nunca estiveram separadas, apenas precisavam de alguém que abrisse as janelas para que se vissem.
Em 2007, Bento XVI o chamou a Roma como Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, cargo que exerceu até 2022. Em 2010 foi criado cardeal. Hoje, aos 83 anos, é Cardeal Presidente Emérito do Dicastério para a Cultura e a Educação, mas “emérito”, aqui, significa apenas que trocou a cadeira administrativa pela mesa de escritor.
No Conclave de 2013, seu nome emergiu como uma síntese rara: erudição e abertura, tradição e diálogo. Era o papabile que poderia servir de ponte entre o rigor intelectual de Bento XVI e a Igreja em saída que Francisco viria a encarnar. Conta-se que o comentário monumental de Ravasi ao Livro de Jó era leitura de cabeceira de Jorge Mario Bergoglio, o que criou uma afinidade imediata entre os dois após a eleição. Que Ravasi não tenha sido eleito talvez seja, no fim, um presente: a Igreja precisava dele exatamente onde estava.
A TEOLOGIA DA CULTURA — FÉ QUE NÃO SE FECHA
Ravasi opera no que se chama Teologia da Cultura: a convicção de que a fé não é um sistema fechado, mas um diálogo contínuo com a arte, a ciência, a filosofia e até o ateísmo. Suas influências são vastas e heterodoxas na melhor acepção: Santo Agostinho e os Padres da Igreja convivem, em suas páginas, com Blaise Pascal, Nietzsche, Camus e os existencialistas. Ele transita entre eles sem ansiedade, porque está seguro de onde está.
Sua maior criação estratégica foi o “Pátio dos Gentios”, referência ao espaço do Templo de Jerusalém onde até os não judeus podiam entrar. Um espaço sem altar, mas não sem sagrado. Nessa praça, Ravasi convidou filósofos, cientistas, ateus e agnósticos, não para convertê-los, mas para pensar juntos. Porque, como ele diz, “o diálogo exige identidades fortes”: só se encontra quem sabe quem é.
“Um ateu que busca a verdade está mais perto de Deus do que um crente morno que vive na banalidade.”
Ravasi estende esse diálogo também à ciência. Não teme a evolução, as neurociências ou a cosmologia contemporânea, e vê nelas novas janelas para as perguntas eternas. Para ele, a fé que recua diante do conhecimento científico já perdeu antes mesmo de começar.
UM OCEANO DE ERUDIÇÃO — A OBRA
Com mais de duzentos livros publicados, Ravasi construiu uma obra que oscila entre o monumental e o acessível, e faz isso sem nunca sacrificar um pelo outro.

Sua obra-prima exegética é o comentário ao Livro de Jó, quase mil páginas de análise linguística, literária e teológica de um texto que ele considera o mais ousado da Bíblia: o livro em que um homem justo acusa Deus diante de Deus. Ali, Ravasi mostra que a fé bíblica não teme o protesto, mas o incorpora.
Os três volumes sobre os Salmos são referência mundial. Neles, Ravasi trata a poesia hebraica como psicologia da alma humana, marcada por alegria, abandono, revolta, silêncio divino e esperança. São o mapa emocional de quem vive na presença de Deus.
Breve Storia dell’Anima é uma investigação filosófica sobre o conceito de espírito ao longo dos séculos, da Mesopotâmia a Freud. Suas obras de divulgação, como A Bíblia: Uma Leitura Guiada, democratizam o texto sagrado sem empobrecê-lo: são pontes, não atalhos.
Como intelectual público, escreve semanalmente para o caderno dominical do Il Sole 24 Ore, o mais importante jornal financeiro italiano. Que um cardeal analise a cultura contemporânea em um jornal de economia não é paradoxo, mas o próprio gesto em si: a fé na praça, não na sacristia.
A BELEZA COMO LINGUAGEM — RAVASI E RATZINGER
Há um ponto em que Ratzinger e Ravasi se encontram em plena concordância: a beleza é um “lugar teológico”, onde Deus se manifesta. Mas o ângulo de cada um revela dois temperamentos e dois ministérios distintos, e é precisamente nessa diferença que ambos se iluminam.
Ratzinger: a Beleza como Ferida da Verdade
Para Ratzinger, a beleza não é um ornamento estético, mas uma prova ontológica de Deus. Citando Platão e Santo Agostinho, ele argumenta que a beleza autêntica fere o observador: essa ferida dói porque nos lembra que fomos feitos para o Infinito e que o mundo presente é insuficiente. Daí sua Via Pulchritudinis ser objetiva: a beleza de Bach, das catedrais góticas ou dos ícones orientais é um choque que arranca o homem de sua mediocridade. O lugar privilegiado dessa experiência é a liturgia: se o culto é banal ou feio, a imagem de Deus é distorcida.
Ravasi: a Beleza como Alfabeto da Cultura
Ravasi expande o conceito para além dos muros da Igreja. Para ele, a beleza é a gramática comum entre o sagrado e o profano, o alfabeto que o crente e o ateu compartilham sem saber. Ele não busca o belo apenas no canto gregoriano, mas também na poesia de T. S. Eliot, no cinema de Tarkovsky e na arquitetura contemporânea. Onde Ratzinger era cauteloso diante da arte moderna, Ravasi mergulha nela, buscando as sementes do Verbo (Logos Spermatikos) até mesmo em obras aparentemente provocativas.
A beleza, para Ravasi, não é principalmente uma ferida, mas uma ponte. É o Pátio dos Gentios estético: o espaço onde o agnóstico e o crente podem se emocionar juntos diante de uma mesma obra e, nessa emoção compartilhada, tocar algo que os transcende a ambos. E é, para os dois, o antídoto mais eficaz contra o niilismo: quando o homem se emociona diante do belo, ainda há esperança.
UM CONTRASTE QUE ILUMINA A AMBOS
Se Ratzinger foi o “Mozart da Teologia”, pela harmonia dogmática e pela sinfonia sistemática de seu pensamento, Ravasi pode ser chamado o “Bibliotecário de Alexandria”, o homem que habita a intersecção entre a Palavra revelada e toda a cultura secular. Ratzinger foi a ponte entre Agostinho e a modernidade; Ravasi é a ponte entre Jerônimo e a cultura contemporânea.
Se Ratzinger mostrou que a fé cristã é intelectualmente coerente, Ravasi mostrou que ela é culturalmente fecunda.
Ratzinger defendeu a razão da fé. Ravasi revelou a sua beleza.
O EQUILIBRISTA NO FIO DA NAVALHA
Seria desonesto, e no fundo um desserviço, apresentar Ravasi como uma unanimidade. Ele não é. É amado pelos intelectuais, crentes ou não. É tolerado pela Cúria, por causa de sua competência técnica inegável. E é vigiado pelos “fiscais da ortodoxia”, que acreditam que ele abre portas demais. Essa tensão não é um defeito do personagem, mas talvez a prova de que ele joga em campo aberto.
Os “Queridos Irmãos Maçons” (2016)
O episódio mais polêmico de sua carreira pública ocorreu em 2016, quando publicou no Il Sole 24 Ore um artigo intitulado Cari fratelli massoni (“Queridos irmãos maçons”). Ravasi reafirmava a incompatibilidade doutrinária entre a Igreja e a Maçonaria, mas o tom cordial e o convite ao diálogo foram suficientes para acender o fogo conservador. Grupos tradicionalistas o acusaram de indiferentismo, de validar com a elegância do estilo aquilo que a doutrina condena com palavras duras. Para os críticos mais ácidos, Ravasi foi “educado demais com o inimigo”. Para seus defensores, foi coerente com o único método que conhece: o diálogo não pressupõe aprovação.
Devo confessar aqui uma perspectiva pessoal. Tive uma passagem breve pela Maçonaria e, por isso, sempre li com atenção especial, e com alguma impaciência, as críticas que teólogos fazem a ela. Muitas vezes são críticas construídas à distância, sem conhecimento interno do que a instituição realmente é e do que nela se pratica.
Quando li o artigo de Ravasi em 2016, encontrei algo diferente: uma leitura que se aproxima da realidade com uma honestidade que faltou, no passado, até ao próprio Ratzinger. Ravasi não absolveu a Maçonaria nem traiu a doutrina. Fez algo mais difícil: olhou para ela como ela é, e não como o imaginário eclesiástico a caricaturou. Para quem conheceu a Maçonaria por dentro, isso não é pouca coisa.
Quando Ravasi citou Nietzsche
Para quem não conhece o episódio, vale contá-lo, porque ele ilumina Ravasi melhor do que muita análise acadêmica. Em 2012, o cardeal publicou em seu perfil no Twitter uma frase atribuída a Nietzsche: “A fé não move montanhas; ela as coloca no lugar.” A intenção era típica de seu método: mostrar que mesmo pensadores radicalmente críticos do cristianismo podem formular intuições capazes de provocar uma reflexão genuína sobre a fé. Para Ravasi, a cultura moderna, mesmo quando hostil à religião, continua dialogando, quase involuntariamente, com temas bíblicos.
reação conservadora foi imediata. Nos blogs católicos italianos, nos fóruns teológicos e na imprensa religiosa, a crítica se organizou em torno de uma pergunta simples: como pode um cardeal citar positivamente o autor de O Anticristo, da Genealogia da Moral e de Assim Falou Zaratustra? Alguns argumentaram que um líder da Igreja deveria citar os Padres, os Doutores e a Escritura, e não filósofos histórica e explicitamente hostis ao cristianismo.
Ravasi não entrou em grande polêmica pública. Não precisava: seu princípio já estava expresso em toda a sua obra. Ele parte da convicção de que a fé não deve temer a cultura, de que o cristianismo pode dialogar com seus críticos e de que a teologia não precisa viver em isolamento intelectual. Essa postura segue uma tradição que remonta ao século II, quando Justino Mártir falava das sementes do Logos, fragmentos de verdade presentes também nos filósofos pagãos. Citar Nietzsche não é canonizá-lo: é reconhecer que até um adversário pode, sem querer, apontar na direção certa.
Nesse sentido, o episódio da citação de Nietzsche não foi um desvio em sua trajetória intelectual, mas uma expressão do seu método: Ravasi sempre acreditou que a fé cristã não se fortalece pelo isolamento, mas pelo encontro com a totalidade da experiência humana.
O Pátio dos Gentios ou o Pátio do Relativismo?
O projeto que é seu xodó é também seu alvo mais frequente. Teólogos de linha dura argumentam que o Cortile dei Gentili transformou a evangelização em um clube de debates intelectuais. Dizem que, no afã de ser aceito pela elite laica de Paris, Berlim e Londres, Ravasi diluiu o querigma, o anúncio central da salvação, em favor de uma estética humanista vaga. “Ele prefere citar Nietzsche a citar o Catecismo”, dizem os mais ácidos. Ravasi responderia, provavelmente, que citar Nietzsche pode ser um caminho para chegar ao Catecismo — mas a crítica tem uma pontada de verdade que vale registrar.
O Biblista e a Suspeita de Desmitologização
Como exegeta formado no método histórico-crítico, Ravasi recorre com frequência à metáfora e ao símbolo ao analisar milagres ou relatos da criação. Isso irrita profundamente os defensores de uma leitura mais literal das Escrituras. A acusação mais grave: que ele teria desmitologizado a Bíblia ao ponto de torná-la apenas uma “grande literatura” em vez de Palavra de Deus viva. Se Ratzinger equilibrava a exegese com o dogma com mão firme, Ravasi às vezes parece pender mais para a filologia e a poética. Ele diria que poesia e teologia nunca foram rivais. Seus críticos diriam que depende de quem escreve o poema.
O Cardeal de Salão — A Crítica do Elitismo
Existe uma crítica velada, e às vezes aberta, ao estilo intelectual de Ravasi. Enquanto o Papa Francisco pede pastores com “cheiro de ovelha”, Ravasi exala, segundo seus detratores, o cheiro de biblioteca e de verniz de museu. É visto por alguns como um aristocrata do pensamento, alguém que fala para universidades e festivais de filosofia, mas que tem pouca conexão com a “Igreja das periferias”. Em 2026, com a Igreja cada vez mais voltada para questões sociais e climáticas, o esteticismo de Ravasi pode parecer, para quem assim o lê, uma fuga para o alto: bela, erudita, mas descolada do chão.
Há algo de verdadeiro nessa crítica. E há algo de injusto. A Igreja precisa de pastores com cheiro de ovelha e de pensadores com cheiro de livro. O problema começa quando qualquer um dos dois esquece que o outro existe.
RAVASI EM 2026 — NOVAS FRONTEIRAS
Aos 83 anos, o Cardeal Ravasi permanece lúcido e incansável. Nos primeiros meses de 2026, publicou novos artigos no Il Sole 24 Ore explorando o impacto da Inteligência Artificial e do Transhumanismo na espiritualidade humana. São perguntas que ele aborda com a mesma curiosidade juvenil com que um dia mergulhou nos manuscritos da Ambrosiana: o que significa ser humano quando a máquina pensa? O que resta da alma quando o corpo é editável? Onde está Deus quando o homem começa a se reconstruir?
Seus críticos apontam que esse diálogo com o transhumanismo traz riscos. Ao tentar encontrar pontos comuns com as neurociências e com a IA, Ravasi poderia acabar aceitando premissas que contradizem a visão cristã da alma, transformando o mistério em mera função cerebral. É uma advertência legítima. Ravasi provavelmente a ouviria com atenção e, ainda assim, abriria a porta do mesmo jeito.
O LEGADO — O MÉTODO RAVASI

O que fica de Ravasi para a Igreja e para a cultura do futuro não é um sistema doutrinário nem uma escola teológica. É um método: a demonstração de que a fé pode dialogar com tudo sem se dissolver em nada. Que a erudição pode ser elegante. Que a teologia pode ocupar a praça sem envergonhar o crente nem irritar o ateu.
Num tempo em que a fé corre o risco de se tornar um dialeto incompreensível para o mundo moderno, Ravasi foi o tradutor paciente, não aquele que simplifica, mas o que abre portas. Ele mostrou que a Bíblia não é um livro antigo trancado num museu: é o código vivo que ainda explica por que Dante escreveu, por que Beethoven compôs e por que o homem insiste em perguntar.
UMA OBSERVAÇÃO PESSOAL
Fui estudioso de exegese bíblica e hoje, infelizmente tomado por outros afazeres intelectuais, acabei me distanciando um pouco. Mas guardo dessa formação um olhar que me permite ver a crítica ao milanês com alguma clareza.
Como todo intelectual que atravessa fronteiras culturais, Ravasi também foi objeto de reservas entre alguns teólogos mais sistemáticos. Houve quem julgasse que seu diálogo permanente com a literatura e a filosofia contemporâneas aproximava demais a teologia da cultura. Talvez. Mas é precisamente nesse ponto que reside sua singularidade: Ravasi nunca aceitou que a Escritura fosse confinada à sacristia da teologia. Para ele, a Bíblia pertence também à história da inteligência humana.
FECHAMENTO — O SEGUNDO TRIBUTO DE MARÇO
Quando Dom Walmor, o baiano de Cocos que se tornaria Arcebispo de Belo Horizonte e um exegeta primoroso, mencionou aquele nome numa sala de aula do Brasil de 1979, ele não sabia, nem eu, que Ravasi viria a se tornar cardeal, papabile, referência mundial em exegese bíblica e um dos maiores mediadores entre a Igreja e a cultura do nosso tempo. Ao citar Ravasi naquele instante, Dom Walmor já antecipava a vocação que definiria os dois: a de homens para quem a Escritura é sempre maior do que qualquer leitura estreita.
O tempo acertou. E eu fico grato por ter guardado esse nome — e por ter vivido o suficiente para ver o que ele veio a significar.
Ravasi é o segundo teólogo a quem presto tributo neste março de 2026, mês de São José. O primeiro foi Joseph Ratzinger. Cada um à sua maneira, os dois me acompanharam nos anos de formação e continuam, décadas depois, a me dar o que a boa teologia sempre deu: perguntas mais ricas do que respostas.
Em breve, com alguma inspiração, voltarei com outro nome. Quem viver, verá.
Homenagem escrita em março de 2026 · Mês de São José, patrono da Igreja universal
Siga nossas redes e fique por dentro de assuntos como esse e muito mais!
Instagram
Spotify
Linkedin
Whatsapp