O produtor rural que estruturou sua atividade por meio de holding familiar precisa agora repensar toda a arquitetura tributária. Com a Reforma Tributária em curso, antigas estratégias podem se tornar armadilhas fiscais, e o que antes protegia o patrimônio pode acabar onerando a operação. Vale observar: não se trata de pânico, mas de reorganização consciente.
O que muda para quem já tem holding rural
A substituição do PIS/Cofins pelos novos tributos (CBS e IBS) altera profundamente a lógica de apuração. Holdings que prestam serviços administrativos, de gestão ou locação de bens para a propriedade rural precisarão recalcular suas margens. O regime de créditos e débitos passa por transição, e quem não acompanhar pode ver a carga efetiva subir sem perceber.
Além disso, a unificação gradual dos tributos sobre consumo exigirá nova modelagem contratual entre a holding e as pessoas físicas ou jurídicas operacionais. O que funcionava em 2023 pode não funcionar em 2027 — e o tempo de adaptação é agora.
Patrimônio rural e sucessão sob nova lógica
Muitas holdings foram constituídas pensando em sucessão patrimonial e proteção de ativos. A reforma não altera diretamente o ITCMD (imposto estadual), mas reorganiza a base tributável das operações. Se a holding arrenda terras, comercializa produtos ou presta serviços, o impacto da CBS/IBS será direto.
Fique de olho: operações que antes eram neutras ou levemente tributadas podem passar a gerar custo fiscal relevante. É preciso revisar contratos, fluxos de caixa e estrutura societária com antecedência.
Estratégias práticas de ajuste
Não se trata de desfazer a holding, mas de adequá-la. Algumas medidas incluem: revisão dos contratos de arrendamento e comodato; análise da tributação das receitas não operacionais; planejamento sucessório integrado ao novo cenário fiscal; e simulação de cenários com a alíquota futura estimada.
O agronegócio tem peculiaridades — e a reforma, embora genérica, exigirá interpretação setorial. Quem age com prudência sai na frente.
Conclusão
A reforma tributária não é o fim das holdings rurais, mas o início de uma nova fase. Estruturas bem montadas continuarão eficientes — desde que revisadas e ajustadas. O campo brasileiro sempre se adaptou às mudanças; desta vez, não será diferente. Se você já tem holding ou pensa em constituir uma, este é o momento de planejar, não de adiar. O solo fértil exige preparo — e o mesmo vale para a gestão tributária. Para compreender melhor o contexto geral das mudanças, acesse nosso artigo completo sobre Reforma Tributária e Agronegócio: O Que Mudou com os Regimes Diferenciados do IBS e CBS.
Precisa revisar sua estrutura tributária rural? Entre em contato para uma análise personalizada da sua holding e descubra como adequá-la ao novo cenário fiscal.
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