Por Juvenil Alves
Baseado em dados do The Washington Post
O Mundo do Trabalho Está Mudando, e Rápido
O The Washington Post publicou recentemente uma análise impressionante sobre as profissões que praticamente desapareceram dos Estados Unidos nas últimas décadas.
O estudo, baseado em dados oficiais do Bureau of Labor Statistics (BLS), mostra como a automação, a tecnologia e a mudança nos hábitos de consumo estão redesenhando a paisagem do trabalho humano.
As funções que antes sustentavam milhões de famílias hoje são quase memória de museu.
As Profissões Que Sumiram
Entre as ocupações que desapareceram ou estão em declínio acentuado, o levantamento destaca:
• Operadores de telefonia, substituídos por sistemas automatizados e IA;
• Caixas de banco e de supermercado, trocados por totens e apps;
• Digitadores e datilógrafos, vítimas do computador pessoal;
• Agentes de viagem, suplantados pelos sites de reserva online;
• Reveladores de filmes fotográficos, que perderam espaço para o celular;
• Trabalhadores de linha de montagem, substituídos por robôs industriais;
• Atendentes de call centers, agora replicados em chatbots e assistentes virtuais.
Segundo o Post, cada revolução tecnológica traz uma destruição criativa: elimina empregos, mas cria outros — geralmente mais complexos e exigindo novas habilidades.
Reflexão: O Trabalho Que Some, e o Trabalho Que Permanece
Mas o tema vai além da economia. Ele toca a alma.
No Brasil, se quisermos ampliar o olhar, poderíamos somar à lista os engraxates das praças, os lambe-lambes das feiras — fotógrafos de ofício, artistas da lente artesanal — e até o espantador de urubu, figura lendária de campos e estádios do interior.
Essas profissões, que podem soar pitorescas, representam a era do contato humano direto, em que o trabalho tinha cheiro, voz e olhar.
O progresso técnico é inevitável, mas é preciso não esquecer que a inteligência artificial ainda não sabe sorrir com empatia.
O Valor Simbólico do Trabalho Humano
Cada profissão extinta leva consigo uma forma de viver o mundo.
O engraxate não apenas lustrava sapatos: ele ouvia histórias, aconselhava, fazia parte do cotidiano da cidade.
O lambe-lambe não apenas fotografava: ele eternizava a alma de um momento.
E o espantador de urubu, com seu apito e coragem, fazia parte do folclore que unia o campo e o povo.
Talvez o futuro precise redescobrir isso: que nem todo progresso é avanço se a humanidade fica para trás.
Entre robôs e algoritmos, o verdadeiro trabalho é aquele que ainda nasce do coração humano.
Fonte original:
The Washington Post – “What Common Jobs Have Mostly Disappeared in the U.S.? Here’s
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