Lacan e as redes sociais: por que o feed infinito captura o desejo?

Rosto iluminado pela luz do celular no escuro, ilustrando o gozo e a atenção capturada pelas redes sociais.
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Jacques Lacan morreu antes do primeiro smartphone — mas os conceitos com que me formei na psicanálise explicam, melhor que qualquer teoria do “vício de tela”, por que rolamos o feed sem saber o que procuramos

por Juvenil Alves

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Em poucas palavras: Jacques Lacan não conheceu o feed infinito, mas os seus conceitos de desejo, gozo e discurso do capitalista ajudam a interpretar por que as redes sociais nos mantêm em circulação contínua. Neste ensaio examino a promessa digital de satisfação imediata sem reduzir o sujeito a uma explicação simplista sobre dopamina. O argumento central é que o problema não está apenas no tempo de tela, mas na forma como plataformas, métricas e notificações ocupam o intervalo em que o desejo poderia se formular. A partir da psicanálise, discuto atenção, liderança, trabalho e a necessidade simbólica do corte — distinguindo interpretação filosófica, hipótese clínica e evidência científica.

Preciso confessar ao leitor de onde falo, porque isso importa para o que vou dizer. Entre as formações que compõem o meu modo de pensar — o Direito, a teologia, a filosofia —, a psicanálise foi a que mais mudou a minha maneira de ouvir as pessoas, e foi de Lacan que veio o essencial dessa mudança. Aprendi com ele a desconfiar das queixas óbvias, a escutar o que insiste por baixo do que se diz, a não tomar a vontade declarada pelo desejo verdadeiro. Por isso, quando me peguei, há alguns anos, incapaz de esperar o elevador sem abrir o celular — sem nenhuma mensagem urgente, sem nada que não pudesse aguardar quarenta segundos —, a pergunta que me ocorreu não foi “como reduzo meu tempo de tela”. Foi outra, mais desconfortável, e lacaniana até o osso: o que exatamente eu não queria encontrar naquele silêncio de meio minuto?

Essa pergunta não é de autoajuda. É, a meu ver, uma das mais sérias que o sujeito contemporâneo pode dirigir a si mesmo — e a psicanálise que estudei oferece ferramentas para pensá-la com rigor, sem a tentação de reduzir tudo a um “vício de dopamina” ou a um sermão de produtividade sobre foco. A tese que quero sustentar cabe numa frase, e ela é minha: as redes sociais não inventaram a falta humana; aprenderam a monetizar a pressa com que tentamos tapá-la. Mas essa frase só faz sentido a partir de uma distinção que Lacan elaborou ao longo de décadas — a diferença entre desejo e gozo.

O que Lacan chama de desejo

Convém desfazer, antes de tudo, um equívoco frequente: em Lacan, desejo não é sinônimo de vontade, de motivação ou de simples busca de prazer. É um conceito técnico, construído sobre a teoria do sujeito como efeito da linguagem. Para Lacan, o desejo é o movimento produzido pela falta que a entrada na linguagem instala no sujeito — não a busca de um objeto que o saciaria, mas o próprio deslizamento que a falta mantém aberto. Quando o ser humano entra na ordem simbólica, algo se perde; uma satisfação plena e imaginária fica para trás como um impossível. O desejo nasce daí, e é metonímico — desliza de objeto em objeto, e nenhum deles coincide com o que o causa.

Esse objeto que causa o desejo sem jamais encerrá-lo, Lacan o chamou de objeto a: não aquilo que se quer chegar a possuir, mas o resto produzido na constituição do sujeito, que opera como motor do desejo sem nunca ser idêntico a ele. Faço questão da precisão, porque a vulgarização é tentadora: o objeto a não é uma meta, um projeto ou uma empresa. Uma empresa pode ocupar, para alguém, uma posição central no investimento desejante — mas transformar o conceito em metáfora motivacional é esvaziá-lo. O que me interessa reter é outra coisa: o desejo, porque nunca se fecha, mantém o sujeito em movimento. É isso que o torna fecundo — não no sentido gerencial, mas no sentido de que sustenta o ato, a obra, o pensamento. Um sujeito que deseja é um sujeito que ainda não chegou e que, por isso, continua.

Por que gozo não é sinônimo de prazer

O gozo é onde a coisa se complica — e onde a psicanálise mais se afasta do senso comum. Lacan herda de Freud a observação de que a pulsão não obedece ao princípio do prazer: ela insiste para além do bem-estar, repete-se mesmo onde encontra sofrimento. O gozo — jouissance — nomeia essa satisfação paradoxal, que não coincide com o bem-estar e que pode insistir justamente onde o sujeito diz sofrer. Não é, portanto, prazer em excesso, nem uma descarga que simplesmente paralisa: participa do sintoma, da fantasia, do modo singular pelo qual cada um se instala numa posição.

Desejo e gozo não são, é preciso dizer com honestidade conceitual, dois estados opostos — um saudável, outro nocivo. Eles se entrelaçam de formas que só a análise examina caso a caso, e qualquer leitor que tenha frequentado Lacan a sério torceria o nariz para uma oposição escolar. Para os fins deste ensaio, uso uma distinção apenas operativa, e a assumo como tal: o desejo mantém o sujeito em relação a uma falta que o move; o gozo pode fixá-lo numa repetição que o satisfaz sem que ele avance. É recurso de análise cultural, não definição completa de nenhum dos termos.

O discurso do capitalista e o objeto que promete demais

Em 12 de maio de 1972, numa conferência na Universidade de Milão, Lacan introduziu o que chamou de discurso do capitalista — uma modificação do discurso do mestre que formalizara nos anos anteriores. Descreveu-o como engenhoso e insustentável, rápido demais: ça marche trop vite… ça se consomme… ça se consume — vai rápido demais, consome-se, gasta-se. O discurso do capitalista procura curto-circuitar a castração — a falta estrutural que o sujeito carrega — fazendo circular sujeito e objetos de consumo como se cada novo objeto pudesse responder à falta. Não diz “você chegará lá”; diz “você pode ter agora”. E o ciclo não para: o objeto satisfaz por um instante e já exige substituição, porque o que promete nunca pode cumprir.

Lacan não escreveu sobre redes sociais — morreu em 1981. Proponho, em nome próprio, lê-las a partir da lógica que ele desenhou; e a adequação é perturbadora. O feed infinito é, estruturalmente, um objeto que nunca termina e nunca satisfaz. Repõe o conteúdo antes que a experiência do conteúdo anterior se complete. Não deixa intervalo. E sem intervalo, o desejo não tem onde se formular.

O feed infinito: consumir até se consumir

Chego, assim, à segunda formulação que assino: o feed infinito não nos entrega o que desejamos; ele ocupa o intervalo em que poderíamos descobrir o que desejamos. Isso desloca o problema: a questão não é quanto tempo passamos nas redes, mas o que esse tempo substitui. As plataformas são construídas para eliminar a pausa — a rolagem não termina, a notificação não espera, o próximo vídeo começa sozinho. Não é acidente de design; é arquitetura deliberada para manter a atenção em movimento sem que ela chegue a coisa alguma. O resultado, para o sujeito, é uma circulação constante que se parece com atividade e funciona como repetição.

Convém a esta altura a honestidade científica que a psicanálise não dispensa. Há pesquisas que associam padrões de uso compulsivo de redes a piores desfechos de saúde mental — um estudo publicado no JAMA em 2025 encontrou essa associação em trajetórias de uso aditivo entre adolescentes. Mas o campo é heterogêneo: ensaios de redução de uso, como o de Maerevoet e colaboradores no mesmo ano, não acharam benefícios uniformes em autoestima, sono ou bem-estar. A evidência não autoriza uma narrativa simples de causa e efeito; sugere, com mais cautela, que o padrão de uso importa mais que o tempo bruto de tela, e que nem todos os sujeitos respondem igual. O que a psicanálise acrescenta é uma pergunta diferente das duas — não “quanto isso faz mal”, mas “o que essa repetição satisfaz, e a que custo?”.

A dopamina não explica o sujeito

Devo uma nota sóbria sobre uma narrativa popular que precisa de cuidado. A ideia de que cada curtida nos dá “uma dose de dopamina” e de que nos tornamos “viciados em dopamina” é sedutora e cientificamente imprecisa. A dopamina atua como neurotransmissor em múltiplos circuitos e funções; trabalhos clássicos — como o de Schultz, Dayan e Montague, na Science de 1997 — relacionam a atividade dopaminérgica à aprendizagem, à saliência e ao erro de previsão de recompensa. Isso é muito diferente de dizer que redes “liberam dopamina como uma droga”. Os sistemas de recompensa participam da repetição dos comportamentos digitais — a dopamina é um dos componentes desse processo, não uma explicação completa do sujeito nem um equivalente químico do gozo lacaniano. Psicanálise e neurociência descrevem planos distintos: uma interroga a posição do sujeito e a sua relação com a falta; a outra investiga mecanismos de atenção e recompensa. Podem informar-se mutuamente, mas não se traduzem uma na outra — e trato as duas aqui, lado a lado, sem fundir nenhuma.

Quando a atenção empresarial perde o tempo do projeto

A consequência que mais me interessa, como observador da vida empresarial, não é a mais óbvia. Não é a perda de foco durante o expediente — disso já se falou demais. É algo mais sutil: a erosão da capacidade de sustentar um projeto que ainda não deu resultado. Construir algo de valor — uma empresa, uma obra, uma transformação institucional — exige habitar o tempo do não-ainda: investir sem a confirmação imediata de que valeu, tolerar a espera, a dúvida, a ausência de métrica que prove que o caminho está certo.

É precisamente esse tempo que a lógica do feed dissolve — não porque o celular distraia na reunião, o que é problema de gestão e não de estrutura, mas porque o sujeito que passa horas por dia numa circulação de gratificação imediata vai perdendo a tolerância ao tempo sem retorno. O ritmo do feed — veloz, variável, sempre responsivo — torna o ritmo do projeto lento demais para ser suportado. Não diagnostico ninguém: observo uma pressão estrutural que incide sobre qualquer sujeito imerso na lógica digital, e à qual uns resistem melhor que outros por razões da sua própria história. Em alguns casos, a queixa de procrastinação convive com um padrão de uso que o próprio sujeito ainda não examinou. Não é pouca coisa para quem lidera — e não se resolve com aplicativo de foco.

O corte: restituir um intervalo

Na prática analítica lacaniana, o analista intervém no encadeamento da fala pelo que se chama de escansão — um corte que interrompe e devolve ao sujeito a pergunta sobre o que está dizendo. Não é pausa de descanso: é operação que separa, que cria descontinuidade onde havia automatismo. Não estou dizendo — e a distinção me parece essencial — que desligar o celular seja fazer análise; são planos diferentes, e a comparação é uma analogia que assumo como minha, não uma doutrina lacaniana. Mas ela tem fertilidade: o feed é contínuo porque a descontinuidade é o inimigo do engajamento, e reintroduzir intervalos reais — não como detox ocasional, mas como prática — é uma forma de restituir o espaço em que a pergunta sobre o desejo pode surgir. O sujeito que nunca fica em silêncio não tem onde ouvir o que quer. Isso vale para o empresário, para o terapeuta e para qualquer um que aspire a uma relação menos automática com o próprio tempo.

Não se trata de abandonar a rede, mas de não entregar a ela a pergunta sobre o desejo

A saída que a psicanálise sugere não é moral nem prescritiva. Lacan não seria um pregador do detox digital. Mas deixou ferramentas para nomear o que está em jogo quando o sujeito se descobre rolando o feed sem saber o que procura — e percebe, se tiver honestidade, que não procurava nada: apenas evitava a pergunta. As redes não são o problema; são o sintoma de uma relação com a falta que o sujeito contemporâneo precisa examinar. A pergunta útil não é “quanto tempo você passa no Instagram”, mas: o que você não quer encontrar no silêncio? Não tenho resposta universal — tenho a convicção, formada em anos de leitura de Lacan e de escuta das pessoas, de que fazer a pergunta, e sustentá-la sem correr para o feed, já é um começo.

Pontos principais

  • A tese de Juvenil Alves neste ensaio: as redes sociais não inventaram a falta humana — aprenderam a monetizar a pressa com que tentamos tapá-la; e o feed infinito ocupa o intervalo em que o desejo poderia se formular.
  • Em Lacan, desejo é o movimento produzido pela falta estruturada na linguagem — não vontade nem busca de prazer; o objeto a é a causa do desejo, e não uma meta ou uma empresa.
  • Gozo é a satisfação paradoxal que ultrapassa o princípio do prazer e pode insistir onde o sujeito sofre — não é prazer em excesso nem mera descarga; desejo e gozo se entrelaçam, não se opõem como saudável e nocivo.
  • O discurso do capitalista (Milão, 1972) procura curto-circuitar a falta fazendo circular objetos que se consomem — lógica que, lida por Juvenil Alves, ilumina o feed infinito, sem que Lacan tenha profetizado as redes.
  • A dopamina não explica o sujeito: psicanálise e neurociência descrevem planos distintos, e a evidência empírica sobre redes é heterogênea — o padrão de uso importa mais que o tempo bruto de tela.

Perguntas frequentes

O que é gozo para Lacan? Em Lacan, gozo é a satisfação paradoxal que ultrapassa o princípio do prazer. Pode insistir mesmo quando o sujeito sofre e não se reduz a prazer intenso ou a simples descarga. Participa do sintoma e da fantasia, e é singular a cada sujeito.

Qual é a diferença entre desejo, prazer e gozo? O prazer é regulado pelo princípio de equilíbrio freudiano. O desejo é o movimento produzido pela falta estrutural, que nunca se fecha em torno de nenhum objeto. O gozo ultrapassa esse equilíbrio e pode satisfazer de formas que o sujeito não reconhece como satisfação — e que pode inclusive nomear como sofrimento.

O que é o objeto a em Lacan? É o objeto-causa do desejo — não o objeto que se quer possuir, mas o resto produzido pela constituição do sujeito, que opera como motor do desejo. Nunca coincide com nenhum objeto empírico e não deve ser confundido com metas ou projetos concretos.

Lacan escreveu sobre redes sociais? Não. Lacan morreu em 1981. O que proponho neste ensaio é uma leitura do feed infinito a partir dos conceitos que ele elaborou — em especial o discurso do capitalista, formalizado na conferência de Milão em maio de 1972. A interpretação é minha, não uma aplicação direta de textos lacanianos.

O que é o discurso do capitalista? É uma formação do laço social que Lacan descreveu em 1972 como modificação do discurso do mestre. Tende a curto-circuitar a falta, fazendo circular sujeito e objetos de consumo como se cada novo objeto pudesse responder ao que falta. Lacan o descreveu como engenhoso e, ao mesmo tempo, insustentável — um discurso que se consome à medida que funciona.

As redes sociais causam vício? A ciência distingue uso problemático ou compulsivo do conceito clínico de dependência. Transtornos por uso de plataformas digitais são estudados, mas os resultados são heterogêneos e dependem do padrão de uso, do perfil do usuário e do contexto. Este ensaio usa “uso compulsivo” em sentido cultural e não formula diagnóstico clínico.

Qual é a relação entre dopamina e redes sociais? A dopamina participa de circuitos de aprendizagem, motivação e erro de previsão de recompensa. Está envolvida nos mecanismos que tornam certos comportamentos digitais repetitivos, mas a expressão “vício de dopamina” é imprecisa e não corresponde ao funcionamento neurobiológico documentado. Os sistemas de recompensa são complexos e não se reduzem a um único neurotransmissor.

Por que o feed infinito dificulta a pausa? O feed infinito é um modelo de interface que elimina os pontos naturais de parada e mantém o usuário em sequência contínua de estímulos. A ausência de pausa é uma decisão arquitetural, não um efeito colateral — e remove o intervalo em que o sujeito poderia perguntar o que busca.

Como o uso compulsivo de redes pode afetar líderes e empresários? Não há resposta única. Uma pressão observável é a erosão da tolerância ao tempo sem retorno imediato — a dificuldade de sustentar projetos longos quando o padrão cotidiano é de gratificação rápida, o que pode favorecer reatividade em vez de planejamento. Os efeitos variam conforme o sujeito, o contexto e o padrão de uso.

O que a ideia lacaniana de corte ensina sobre o uso do celular? O corte analítico é uma operação sobre o encadeamento da fala que cria descontinuidade e devolve ao sujeito a pergunta sobre o que diz. Desligar o celular em momentos definidos é uma prática de outra ordem — mas a analogia tem fertilidade: restituir intervalos reais pode abrir o espaço em que a pergunta sobre o desejo tem condições de surgir.

Este ensaio oferece uma leitura filosófica e psicanalítica do uso das redes sociais. Não substitui avaliação psicológica, psiquiátrica ou médica e não pretende formular diagnóstico individual. Leia outros ensaios sobre pensamento, cultura e vida contemporânea na seção Humanidades do Blog Juvenil Alves.

Referências: LACAN, Jacques. O Seminário, Livro 7: A ética da psicanálise; Livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise; Livro 17: O avesso da psicanálise; Livro 20: Mais, ainda (Rio de Janeiro: Jorge Zahar). LACAN, Jacques. “Du discours psychanalytique”, conferência na Universidade de Milão, 12 maio 1972 (in Lacan in Italia 1953–1978, Milão: La Salamandra, 1978). LACAN, Jacques. “Subversão do sujeito e dialética do desejo”, in Escritos. FREUD, Sigmund. Além do princípio do prazer (1920). RECALCATI, Massimo. L’uomo senza inconscio. Milano: Raffaello Cortina, 2010. ŽIŽEK, Slavoj. The Plague of Fantasies. Verso, 1997. SCHULTZ, W.; DAYAN, P.; MONTAGUE, P. R. “A neural substrate of prediction and reward”, Science, 275(5306), 1997. DOI: 10.1126/science.275.5306.1593. XIAO, Y. et al. “Addictive Screen Use Trajectories…”, JAMA, 334(3), 2025. DOI: 10.1001/jama.2025.7829. MAEREVOET, M. et al. “Causal effects of social media use…”, Frontiers in Public Health, 13, 2025. DOI: 10.3389/fpubh.2025.1548504.


Juvenil Alves Ferreira Filho Jurista · Teólogo · Filósofo · Psicanalista · Escritor

Humanidades · Belo Horizonte, agosto de 2026 · juvenilalves.com.br

Quem escreve

Juvenil Alves - jurista, teólogo, filósofo, psicanalista e escritor.

Nasceu em Abaeté, no interior de Minas Gerais. É filho de Juvenil Alves, alfaiate, e de Isabel Amélia, servente escolar. Foi nesse ambiente simples que aprendeu, desde cedo, o valor do trabalho, da disciplina, da educação e da responsabilidade.

Sua formação intelectual começou pela Filosofia  e pela Teologia e, mais tarde, encontrou no Direito o espaço emq ue essas reflexões passaram a dialogar diariamente com a vida concreta das pessoas, das empresas e das instituições. Desde então, nunca deixou de percorrer esse cruzamento.

Ao longo de mais de quatro décadas de atuação profissional, construiu uma carreira dedicada ao Direito Tributário e Empresarial, assessorando empresas, famílias e organizações em questões de alta complexidade. Paralelamente, manteve um estudo permanente das Humanidades, formando uma biblioteca construída ao longo de quase cinquenta anos de leituras, pesquisas e anotações.

Neste blog, reúne essas duas experiências. Escreve sobre Direito Tributário, Direito Empresarial, Reforma  Tributária, Filosofia do Direito, Filosofia, Teologia, Psicanálise, Liderança, Ética, Humanidades e Neurodiversidade. Não para oferecer respostas prontas, mas para investigar as ideias, os príncipios e os fundamentos que orientam as decisões humanas.

Os ensaios publicados aqui dialogam com autores clássicos e contemporâneos e procuram aproximar o pensamento filosófico da realidade jurídica, empresarial e social. Muitos deles integram projetos editoriais em desenvolvimento e servirão de base para futuras obras.

Este espaço nasceu da convicção de que a técnica, quando separada das Humanidades, empobrece o pensamento; e de que a Filosofia, a Teologia, a Psicanálise e o Direito continuam oferecendo instrumentos indispensáveis para compreender o ser humano, as instiuições e os desafios do nosso tempo.

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