“Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nossas dores: a dor é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo.”
— C.S. Lewis, O Problema da Dor, 1940
C.S. Lewis não escreveu O Problema da Dor como teólogo distante. Escreveu como homem que havia perdido a mãe na infância, sofrido nos campos da Primeira Guerra e que, anos depois, veria a mulher que amava morrer de câncer. Ele sabia do que falava — não como quem formula um argumento, mas como quem sangra e ainda assim não para de pensar.
Hoje reli esta frase e penso em líderes que atravessaram crises silenciosas — falências, rupturas, doenças, perdas — e saíram diferentes. Não melhores por acaso. Melhores porque a dor os forçou a ouvir o que o conforto deixava em silêncio. Lewis não romantiza o sofrimento. Ele recusa a ideia de que a dor seja apenas ruído. Para ele, é sinal — o mais alto que existe, para quem ainda tem ouvidos.
O que a sua última grande dor tentou te dizer?
Humanidades e Lideranças · Belo Horizonte, outubro de 2026 · juvenilalves.com.br