“Inquieto está o nosso coração” — Agostinho e a sede que nenhum sucesso apaga

Frase de Santo Agostinho — inquieto está o nosso coração — comentário de Juvenil Alves.
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“Fizeste-nos para Ti, Senhor, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em Ti.”
— Santo Agostinho, Confissões, Livro I (século V)

Agostinho escreveu isso depois de décadas buscando preencher o vazio com filosofia, prazer e ambição. Chegou ao cume de cada uma dessas experiências e encontrou o mesmo: o coração protestava, porque sabia que nascia para mais.

Hoje reli esta frase e penso nos líderes que me procuram depois de fechar o maior contrato de suas vidas — e que, no silêncio da noite seguinte, sentem uma estranheza inominável. Não é fraqueza. É o sinal de que fomos feitos com um vazio que tem as dimensões do infinito. Nenhuma empresa, nenhum tribunal, nenhum título preenche esse espaço. Saber disso não paralisa para o trabalho. Pelo contrário: liberta. Trabalhamos com mais garra quando não exigimos do mercado a salvação que só a Eternidade pode dar.

A inquietação não é um defeito de fábrica. É a assinatura do Criador no peito de cada um.

Humanidades e Liderança · Belo Horizonte, setembro de 2026 · juvenilalves.com.br

Quem escreve

Juvenil Alves - jurista, teólogo, filósofo, psicanalista e escritor.

Nasceu em Abaeté, no interior de Minas Gerais. É filho de Juvenil Alves, alfaiate, e de Isabel Amélia, servente escolar. Foi nesse ambiente simples que aprendeu, desde cedo, o valor do trabalho, da disciplina, da educação e da responsabilidade.

Sua formação intelectual começou pela Filosofia  e pela Teologia e, mais tarde, encontrou no Direito o espaço emq ue essas reflexões passaram a dialogar diariamente com a vida concreta das pessoas, das empresas e das instituições. Desde então, nunca deixou de percorrer esse cruzamento.

Ao longo de mais de quatro décadas de atuação profissional, construiu uma carreira dedicada ao Direito Tributário e Empresarial, assessorando empresas, famílias e organizações em questões de alta complexidade. Paralelamente, manteve um estudo permanente das Humanidades, formando uma biblioteca construída ao longo de quase cinquenta anos de leituras, pesquisas e anotações.

Neste blog, reúne essas duas experiências. Escreve sobre Direito Tributário, Direito Empresarial, Reforma  Tributária, Filosofia do Direito, Filosofia, Teologia, Psicanálise, Liderança, Ética, Humanidades e Neurodiversidade. Não para oferecer respostas prontas, mas para investigar as ideias, os príncipios e os fundamentos que orientam as decisões humanas.

Os ensaios publicados aqui dialogam com autores clássicos e contemporâneos e procuram aproximar o pensamento filosófico da realidade jurídica, empresarial e social. Muitos deles integram projetos editoriais em desenvolvimento e servirão de base para futuras obras.

Este espaço nasceu da convicção de que a técnica, quando separada das Humanidades, empobrece o pensamento; e de que a Filosofia, a Teologia, a Psicanálise e o Direito continuam oferecendo instrumentos indispensáveis para compreender o ser humano, as instiuições e os desafios do nosso tempo.

Sem fórmulas. Sem juridiquês.

O conteúdo chega em dois formatos: leia quando quiser no blog ou ouça quando puder no podcast, disponível no Spotify.

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