Prefere ouvir? O episódio está abaixo:
“A palavra é meu domínio sobre o mundo.”
— Clarice Lispector, A Legião Estrangeira (1964)
Clarice não escrevia sobre literatura. Escrevia sobre sobrevivência. Para ela, nomear o que dói era o único modo de deixar de ser devorado por dentro.
Juvenil Alves recomenda esta frase para advogados, líderes e gestores. Em quatro décadas de advocacia, vi contratos milionários ruírem pela imprecisão de uma palavra. Vi sociedades se desfazerem por conversas que nunca aconteceram. O que não é nomeado com clareza apodrece. O que é dito no lugar certo no momento certo tem o poder de mudar o rumo de uma empresa, de uma família, de um processo. O domínio sobre a palavra não é vaidade literária. É a competência mais fundamental de qualquer pessoa que precisa convencer, proteger ou construir.
Quem não aprende a falar com precisão aprende a pagar o preço do silêncio.
Juvenil Alves é advogado tributarista, escritor, conferencista e ciclista. Tem mais de quatro décadas de experiência no Direito Tributário e Empresarial e formação em seminários católicos, onde se dedicou à filosofia e à teologia, e depois ampliou seus estudos à história e à psicanálise. Escreve sobre direito, liderança e condição humana em juvenilalves.com.br.