“Amamos a ideia do amor, mas tememos seus compromissos” — Bauman e os vínculos líquidos

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“Relacionamentos são investimentos como outros quaisquer: você dá para receber. Quanto mais você investe, mais você tem a perder.”
— Zygmunt Bauman, Amor Líquido, 2003

Bauman não era pessimista. Era preciso. Ele viu, antes de quase todos, que a modernidade líquida estava dissolvendo não apenas as instituições, mas os próprios vínculos afetivos. Numa cultura que glorifica a leveza, a mobilidade e a ausência de compromisso, o amor se torna mais uma experiência de consumo: intensa enquanto dura, descartável quando exige sacrifício.

Hoje reli esta frase e penso em empresas que tratam colaboradores como recursos intercambiáveis, e em líderes que evitam vínculos profundos com suas equipes por medo do custo emocional de eventual separação. Bauman diria: você não está se protegendo. Está se empobrecendo. A capacidade de liderar com profundidade nasce exatamente de onde vem a capacidade de amar com profundidade — da disposição de investir sabendo que há risco.

O vínculo que você não forma não pode ser perdido. Mas também não pode ser vivido.

Humanidades e Lideranças · Belo Horizonte, outubro de 2026 · juvenilalves.com.br

Quem escreve

Juvenil Alves - jurista, teólogo, filósofo, psicanalista e escritor.

Nasceu em Abaeté, no interior de Minas Gerais. É filho de Juvenil Alves, alfaiate, e de Isabel Amélia, servente escolar. Foi nesse ambiente simples que aprendeu, desde cedo, o valor do trabalho, da disciplina, da educação e da responsabilidade.

Sua formação intelectual começou pela Filosofia  e pela Teologia e, mais tarde, encontrou no Direito o espaço emq ue essas reflexões passaram a dialogar diariamente com a vida concreta das pessoas, das empresas e das instituições. Desde então, nunca deixou de percorrer esse cruzamento.

Ao longo de mais de quatro décadas de atuação profissional, construiu uma carreira dedicada ao Direito Tributário e Empresarial, assessorando empresas, famílias e organizações em questões de alta complexidade. Paralelamente, manteve um estudo permanente das Humanidades, formando uma biblioteca construída ao longo de quase cinquenta anos de leituras, pesquisas e anotações.

Neste blog, reúne essas duas experiências. Escreve sobre Direito Tributário, Direito Empresarial, Reforma  Tributária, Filosofia do Direito, Filosofia, Teologia, Psicanálise, Liderança, Ética, Humanidades e Neurodiversidade. Não para oferecer respostas prontas, mas para investigar as ideias, os príncipios e os fundamentos que orientam as decisões humanas.

Os ensaios publicados aqui dialogam com autores clássicos e contemporâneos e procuram aproximar o pensamento filosófico da realidade jurídica, empresarial e social. Muitos deles integram projetos editoriais em desenvolvimento e servirão de base para futuras obras.

Este espaço nasceu da convicção de que a técnica, quando separada das Humanidades, empobrece o pensamento; e de que a Filosofia, a Teologia, a Psicanálise e o Direito continuam oferecendo instrumentos indispensáveis para compreender o ser humano, as instiuições e os desafios do nosso tempo.

Sem fórmulas. Sem juridiquês.

O conteúdo chega em dois formatos: leia quando quiser no blog ou ouça quando puder no podcast, disponível no Spotify.

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