“É melhor ser temido ou amado?” — Maquiavel e a pergunta que todo líder evita responder

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“É melhor ser amado ou temido? Seria melhor ser as duas coisas; mas, como é difícil reunir amor e temor numa mesma pessoa, quando se faz necessário escolher, é muito mais seguro ser temido do que amado.”
— Maquiavel, O Príncipe, 1513

Maquiavel não era um tirano. Era um observador meticuloso do poder. E fez uma pergunta que a maioria dos líderes modernos prefere não responder honestamente.

Hoje reli esta passagem e penso nos líderes que constroem impérios de popularidade sem nunca tomar uma decisão difícil. Que evitam o conflito necessário para não perder o afeto. Que distribuem aprovação como moeda e chamam isso de liderança. Maquiavel diria: você não está liderando. Está sendo gerenciado por quem te ama.

Autoridade real não nasce do medo nem da aprovação. Nasce da coerência entre o que se diz e o que se faz — especialmente quando o que se faz é impopular e necessário.

O líder que você admira mais: foi amado ou foi consistente?

Humanidades e Lideranças · Belo Horizonte, outubro de 2026 · juvenilalves.com.br

Quem escreve

Juvenil Alves - jurista, teólogo, filósofo, psicanalista e escritor.

Nasceu em Abaeté, no interior de Minas Gerais. É filho de Juvenil Alves, alfaiate, e de Isabel Amélia, servente escolar. Foi nesse ambiente simples que aprendeu, desde cedo, o valor do trabalho, da disciplina, da educação e da responsabilidade.

Sua formação intelectual começou pela Filosofia  e pela Teologia e, mais tarde, encontrou no Direito o espaço emq ue essas reflexões passaram a dialogar diariamente com a vida concreta das pessoas, das empresas e das instituições. Desde então, nunca deixou de percorrer esse cruzamento.

Ao longo de mais de quatro décadas de atuação profissional, construiu uma carreira dedicada ao Direito Tributário e Empresarial, assessorando empresas, famílias e organizações em questões de alta complexidade. Paralelamente, manteve um estudo permanente das Humanidades, formando uma biblioteca construída ao longo de quase cinquenta anos de leituras, pesquisas e anotações.

Neste blog, reúne essas duas experiências. Escreve sobre Direito Tributário, Direito Empresarial, Reforma  Tributária, Filosofia do Direito, Filosofia, Teologia, Psicanálise, Liderança, Ética, Humanidades e Neurodiversidade. Não para oferecer respostas prontas, mas para investigar as ideias, os príncipios e os fundamentos que orientam as decisões humanas.

Os ensaios publicados aqui dialogam com autores clássicos e contemporâneos e procuram aproximar o pensamento filosófico da realidade jurídica, empresarial e social. Muitos deles integram projetos editoriais em desenvolvimento e servirão de base para futuras obras.

Este espaço nasceu da convicção de que a técnica, quando separada das Humanidades, empobrece o pensamento; e de que a Filosofia, a Teologia, a Psicanálise e o Direito continuam oferecendo instrumentos indispensáveis para compreender o ser humano, as instiuições e os desafios do nosso tempo.

Sem fórmulas. Sem juridiquês.

O conteúdo chega em dois formatos: leia quando quiser no blog ou ouça quando puder no podcast, disponível no Spotify.

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