Prefere ouvir? O episódio está abaixo:
Sócrates disse isso durante seu próprio julgamento. Sabia que seria condenado à morte. E preferiu morrer a abandonar a prática de questionar.
Hoje reli esta frase e penso em executivos que não param. A era das respostas rápidas glamouriza o esgotamento cognitivo: reuniões, decisões, metas, métricas. Raros são os líderes que param para perguntar sobre o destino final da estrada em que aceleram. Viver sem reflexão reduz a trajetória humana a uma biologia sofisticada que consome insumos e expele resultados. O convite de Sócrates é duro e necessário: colocar o próprio eu sob suspeita. Auditar as intenções por trás dos discursos. Perguntar: o que eu realmente quero? Para que serve o que estou construindo?
Só ao desnudar as próprias hipocrisias é que recuperamos a bússola moral.
Juvenil Alves é advogado tributarista, escritor, conferencista e ciclista. Tem mais de quatro décadas de experiência no Direito Tributário e Empresarial e formação em seminários católicos, onde se dedicou à filosofia e à teologia, e depois ampliou seus estudos à história e à psicanálise. Escreve sobre direito, liderança e condição humana em juvenilalves.com.br.