“Que sais-je?” — Montaigne e a coragem de não saber

"Frase de Montaigne — Que sais-je — comentário de Juvenil Alves".
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“Que sais-je?” (O que sei eu?)
— Michel de Montaigne, divisa pessoal gravada em medalha (séc. XVI)

Montaigne era magistrado, prefeito de Bordeaux e um dos homens mais cultos de seu tempo. E mandou gravar na sua medalha não uma certeza, mas uma pergunta. Essa escolha diz tudo.

Juvenil Alves recomenda esta frase para os tempos de extremismo ruidoso em que vivemos. A dúvida honesta e metódica não é covardia intelectual. É o alicerce do julgamento verdadeiramente maduro. No exercício do direito e na condução de empresas, a arrogância de quem acredita ter mapeado todas as variáveis é a antessala garantida do erro grave. Líderes que perduram são os que suportam o desconforto da incerteza, cercam-se de mentes discordantes e abominam o piloto automático. Uma mente que se julga pronta começou a apodrecer.

Perguntar “o que sei eu?” não é fraqueza. É a pergunta mais corajosa que um líder pode fazer.

Humanidades e Liderança · Belo Horizonte, setembro de 2026 · juvenilalves.com.br

Quem escreve

Juvenil Alves - jurista, teólogo, filósofo, psicanalista e escritor.

Nasceu em Abaeté, no interior de Minas Gerais. É filho de Juvenil Alves, alfaiate, e de Isabel Amélia, servente escolar. Foi nesse ambiente simples que aprendeu, desde cedo, o valor do trabalho, da disciplina, da educação e da responsabilidade.

Sua formação intelectual começou pela Filosofia  e pela Teologia e, mais tarde, encontrou no Direito o espaço emq ue essas reflexões passaram a dialogar diariamente com a vida concreta das pessoas, das empresas e das instituições. Desde então, nunca deixou de percorrer esse cruzamento.

Ao longo de mais de quatro décadas de atuação profissional, construiu uma carreira dedicada ao Direito Tributário e Empresarial, assessorando empresas, famílias e organizações em questões de alta complexidade. Paralelamente, manteve um estudo permanente das Humanidades, formando uma biblioteca construída ao longo de quase cinquenta anos de leituras, pesquisas e anotações.

Neste blog, reúne essas duas experiências. Escreve sobre Direito Tributário, Direito Empresarial, Reforma  Tributária, Filosofia do Direito, Filosofia, Teologia, Psicanálise, Liderança, Ética, Humanidades e Neurodiversidade. Não para oferecer respostas prontas, mas para investigar as ideias, os príncipios e os fundamentos que orientam as decisões humanas.

Os ensaios publicados aqui dialogam com autores clássicos e contemporâneos e procuram aproximar o pensamento filosófico da realidade jurídica, empresarial e social. Muitos deles integram projetos editoriais em desenvolvimento e servirão de base para futuras obras.

Este espaço nasceu da convicção de que a técnica, quando separada das Humanidades, empobrece o pensamento; e de que a Filosofia, a Teologia, a Psicanálise e o Direito continuam oferecendo instrumentos indispensáveis para compreender o ser humano, as instiuições e os desafios do nosso tempo.

Sem fórmulas. Sem juridiquês.

O conteúdo chega em dois formatos: leia quando quiser no blog ou ouça quando puder no podcast, disponível no Spotify.

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