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O Ano da Ebulição Global e os Impactos no Clima Brasileiro

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Por: Juvenil Alves

Ondas de calor fora de temporada no Brasil, temperaturas próximas a 50 °C na Europa e incêndios florestais não são meras coincidências. Conforme um estudo recente conduzido pela Escola de Ciências Atmosféricas da Universidade Sun Yat-sen, na China, indica, 2023 pode se tornar um dos anos mais quentes da história, embora ainda esteja atrás de 2016 e 2020 nesse aspecto. 

Essa informação, obtida a partir da análise do conjunto de dados global conhecido como Merged Surface Temperature 2.0 (CMST 2.0), reforça o alerta emitido pela Organização das Nações Unidas sobre os impactos das mudanças climáticas. A ONU sugere que o mundo deixou para trás a era do aquecimento global para adentrar na era da ebulição global. 

De acordo com a pesquisa, espera-se que as temperaturas da superfície global continuem a subir durante o segundo semestre de 2023, influenciadas pelo fenômeno El Niño e pela disseminação de incêndios florestais. 

Mas o que exatamente significa “ebulição global”? Este termo foi usado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, durante uma entrevista coletiva no final de julho, para descrever a fase atual do aquecimento do planeta causado pelas mudanças climáticas. 

Essa fase de ebulição implica em um aumento acelerado das temperaturas da Terra e na intensificação de eventos climáticos extremos, que vão desde chuvas mais intensas e frequentes até ondas de calor mais severas, como as que o Brasil está enfrentando agora. 

A ONU caracteriza a situação atual como um “período de intensificação sem precedentes e extrema preocupação”. Alexandre Nascimento, meteorologista da Nottus, adverte que o estágio atual de exploração dos recursos naturais do planeta é irreversível, e a tendência é que eventos climáticos cada vez mais descontrolados ocorram. 

Nesse contexto, as altas temperaturas registradas em várias regiões do Brasil, devido à presença de uma massa de ar quente que se estende do Paraguai até o Centro-Oeste brasileiro, e o ciclone que atingiu o Rio Grande do Sul em setembro, são indicativos dos impactos da crise climática no país. 

Embora ondas de calor sejam normais durante a transição do inverno para a primavera, o cenário atual está fora do comum, com previsões de temperaturas de até 40°C em alguns estados. 

Saiba como se proteger: 

  • Mantenha-se hidratado ao longo do dia para auxiliar na regulação de temperatura corporal; 
  • Use roupas folgadas, claras e leves; 
  • Evite sair na rua sem sombrinha ou protetor solar; 
  • Nas horas mais quentes do dia, busque frequentar locais públicos climatizados; 
  • Não deixe crianças ou bebês sozinhos no carro. 

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