Prefere ouvir? O episódio está abaixo:
“Que sais-je?” (O que sei eu?)
— Michel de Montaigne, divisa pessoal gravada em medalha (séc. XVI)
Montaigne era magistrado, prefeito de Bordeaux e um dos homens mais cultos de seu tempo. E mandou gravar na sua medalha não uma certeza, mas uma pergunta. Essa escolha diz tudo.
Juvenil Alves recomenda esta frase para os tempos de extremismo ruidoso em que vivemos. A dúvida honesta e metódica não é covardia intelectual. É o alicerce do julgamento verdadeiramente maduro. No exercício do direito e na condução de empresas, a arrogância de quem acredita ter mapeado todas as variáveis é a antessala garantida do erro grave. Líderes que perduram são os que suportam o desconforto da incerteza, cercam-se de mentes discordantes e abominam o piloto automático. Uma mente que se julga pronta começou a apodrecer.
Perguntar “o que sei eu?” não é fraqueza. É a pergunta mais corajosa que um líder pode fazer.
Humanidades e Liderança · Belo Horizonte, setembro de 2026 · juvenilalves.com.br