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Humanidades e Liderança

Espelho antigo em penumbra evocando a consciência como tribunal interior — ensaio de Juvenil Alves sobre Newman, Ratzinger e a liderança sem verdade.

A Consciência como Primeiro Vigário: Newman, Ratzinger e a Crise da Liderança sem Verdade

Vivemos numa época que fala muito de autenticidade e quase nada de verdade. O vocabulário contemporâneo da liderança está saturado de “seja você mesmo”, “confie na sua intuição”, “escute sua voz interior” — como se o interior humano fosse, por sua própria natureza, um oráculo confiável. Newman e Ratzinger desmontam essa suposição com rigor teológico e civilizacional. Um ensaio sobre a consciência como primeiro freio do poder.

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Hans Urs von Balthasar

Terceiro tributo teológico da série escrita por Juvenil Alves Ferreira Filho. Hans Urs von Balthasar — o teólogo suíço da beleza como Gestalt divina, que escreveu quinze volumes de teologia sistemática sem cátedra universitária e morreu em 26 de junho de 1988, dois dias antes de receber a barreta cardinalícia de João Paulo II. O ensaio percorre a formação jesuítica de Balthasar, a saída da Companhia de Jesus em 1950, o encontro decisivo com a mística Adrienne von Speyr, a construção da trilogia Herrlichkeit—Theodramatik—Theologik (1961-1987), a amizade teológica com Joseph Ratzinger, o livro provocador de 1986 sobre a esperança na salvação universal, e a nomeação cardinalícia que a morte antecipou em quarenta e oito horas. Ao lado dos ensaios sobre Ratzinger e Ravasi, fecha a série teológica — três temperamentos, três ministérios, três modos de amar a mesma realidade.

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Retrato em preto e branco de Luis Recaséns Siches, jurista e filósofo do Direito, em expressão séria e contemplativa.

A Lei não é uma Máquina

Ensaio filosófico-jurídico de Juvenil Alves Ferreira Filho sobre Luis Recaséns Siches, a lógica do razoável e a patologia da aplicação mecânica da lei no Direito Tributário brasileiro. Funda categoria autoral nova — “a legalidade sem circunstância” — para uso doutrinário e forense. Fecha o díptico autoral iniciado com o ensaio anterior sobre Paul Ricoeur.

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Cardeal católico em traje vermelho, em retrato horizontal com fundo interno desfocado.

Gianfranco Ravasi

Segundo tributo teológico da série Humanidades. Juvenil Alves Ferreira Filho homenageia Gianfranco Ravasi — o Cardeal da Cultura, ex-Prefeito da Biblioteca Ambrosiana e Presidente Emérito do Pontifício Conselho para a Cultura. Um exegeta biblista que fez da Bíblia o “grande código” do Ocidente e ergueu pontes entre a Palavra revelada e a cultura contemporânea, dos Salmos a Nietzsche, da sacristia à praça pública.

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"Paul Ricoeur, filósofo francês, autor da hermenêutica da suspeita, principal referência filosófica do ensaio"

Quando a Suspeita Vira Sistema

Ensaio filosófico-jurídico de Juvenil Alves Ferreira Filho sobre Paul Ricoeur e a crise hermenêutica do Direito Tributário brasileiro. O texto funda uma categoria autoral nova — “a suspeita como sistema” — para nomear a patologia institucional pela qual o Estado lê o Contribuinte com desconfiança ontologizada, antes mesmo de qualquer apuração. Articula oito interlocutores filosóficos (Ricoeur, Gadamer, Arendt, Foucault, Levinas, Honneth, Habermas, Aristóteles) e abre o díptico autoral que se completa com A Lei não é uma Máquina (Recaséns Siches).

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Retrato sóbrio de Joseph Ratzinger / Bento XVI — evocação do tributo ao teólogo que uniu razão e fé com rara coerência ao longo de seis décadas.

Tributo ao Teólogo Joseph Ratzinger

Escrevo este tributo com a consciência clara de quem não descobre Ratzinger ao sabor da atualidade, mas de quem o acompanhou por quase cinco décadas. Tributo ao teólogo Joseph Ratzinger — Bento XVI: a síntese entre fé e razão, o Logos na história, a hermenêutica da continuidade e a sinfonia teológica do século XX. Por Juvenil Alves Ferreira Filho, Jurista, Filósofo, Teólogo de formação tomista.

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A biblioteca pessoal de Juvenil Alves: 258 livros que atravessaram cinco décadas e muitas cidades brasileiras.

A Biblioteca que Me Forjou: 258 Livros, Cinco Décadas e Muitas Malas de Papelão (Desde 1976)

De 1976 para cá, mais de 250 livros me acompanharam pelo mapa do Brasil dentro de malas de papelão amarradas com correias da Casa Jader Moura, em Abaeté. Sobreviveram à inquisição doméstica do Padre Saraiva, a transportadoras imprudentes e a empréstimos mal calculados. Esta é a cartografia intelectual de quase cinquenta anos — 258 obras fundamentais em nove blocos temáticos. Por Juvenil Alves Ferreira Filho.

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Quem escreve

Juvenil Alves - jurista, teólogo, filósofo, psicanalista e escritor.

Nasceu em Abaeté, no interior de Minas Gerais. É filho de Juvenil Alves, alfaiate, e de Isabel Amélia, servente escolar. Foi nesse ambiente simples que aprendeu, desde cedo, o valor do trabalho, da disciplina, da educação e da responsabilidade.

Sua formação intelectual começou pela Filosofia  e pela Teologia e, mais tarde, encontrou no Direito o espaço emq ue essas reflexões passaram a dialogar diariamente com a vida concreta das pessoas, das empresas e das instituições. Desde então, nunca deixou de percorrer esse cruzamento.

Ao longo de mais de quatro décadas de atuação profissional, construiu uma carreira dedicada ao Direito Tributário e Empresarial, assessorando empresas, famílias e organizações em questões de alta complexidade. Paralelamente, manteve um estudo permanente das Humanidades, formando uma biblioteca construída ao longo de quase cinquenta anos de leituras, pesquisas e anotações.

Neste blog, reúne essas duas experiências. Escreve sobre Direito Tributário, Direito Empresarial, Reforma  Tributária, Filosofia do Direito, Filosofia, Teologia, Psicanálise, Liderança, Ética, Humanidades e Neurodiversidade. Não para oferecer respostas prontas, mas para investigar as ideias, os príncipios e os fundamentos que orientam as decisões humanas.

Os ensaios publicados aqui dialogam com autores clássicos e contemporâneos e procuram aproximar o pensamento filosófico da realidade jurídica, empresarial e social. Muitos deles integram projetos editoriais em desenvolvimento e servirão de base para futuras obras.

Este espaço nasceu da convicção de que a técnica, quando separada das Humanidades, empobrece o pensamento; e de que a Filosofia, a Teologia, a Psicanálise e o Direito continuam oferecendo instrumentos indispensáveis para compreender o ser humano, as instiuições e os desafios do nosso tempo.

Sem fórmulas. Sem juridiquês.

O conteúdo chega em dois formatos: leia quando quiser no blog ou ouça quando puder no podcast, disponível no Spotify.

Bem-vindo ao Assunto Tributário e Muito +

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