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Humanidades e Liderança

Preste João e Dom Quixote em ensaio sobre Mircea Eliade, mito, esperança e terror da história.

Preste João e Dom Quixote: quando a esperança perde o mapa

Há mitos que não nascem da ignorância geográfica, mas da necessidade humana de organizar o medo e dar contorno à incerteza. Preste João foi uma esperança localizada — a certeza de que, além do mundo conhecido, existia um reino cristão intacto pronto a socorrer a Europa. Séculos depois, quando o mapa já fora preenchido e medido pela razão, essa esperança perdeu onde se ancorar e refugiou-se na imaginação de um homem solitário: Dom Quixote. Partindo das categorias de Mircea Eliade sobre mito e sagrado, este ensaio percorre a passagem do mito projetado no horizonte ao mito exilado na alma — do rei distante que nunca foi encontrado ao cavaleiro que ninguém compreendeu.

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Leach contra Mircea Eliade, o homem na escada: crítica antropológica ao sagrado — ensaio de Juvenil Alves, série Mircea Eliade: O Sagrado.

O homem na escada: Edmund Leach contra Mircea Eliade

Entre a crítica empírica, o conflito de métodos e a leitura de André Eduardo Guimarães por Juvenil Alves Ferreira Filho — Jurista · Teólogo · Filósofo · Psicanalista Humanidades · Série Mircea Eliade: O Sagrado — IV · Julho de 2026 Este texto se apoia na Abertura da série. I.

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Mapa antigo do Atlântico com rotas ibéricas, ilustrando a expansão católica iniciada pelos Reis Católicos.

O batismo do mundo

Durante quase toda a Idade Média, o catolicismo latino viveu dentro de uma geografia conhecida. No espaço de uma geração, esse tamanho deixou de existir. Este ensaio examina o mecanismo pelo qual a monarquia de Isabel e Fernando lançou as bases da maior transformação de escala da história do cristianismo: o padroado régio, que fez da Coroa a administradora material da Igreja nas terras novas; a chancela de Roma, que deu linguagem jurídica à posse; e os milhares de religiosos que atravessaram o oceano para converter, batizar e instruir populações inteiras. Uma expansão que nasceu entrelaçada a uma máquina de poder — e cujas sombras são tão reais quanto a sua luz.

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1492, Reis Católicos, queda de Granada e partida de Colombo: ensaio sobre fé, coroa e expansão católica.

1492: o ano em que a fé encontrou o império

1492 reuniu Granada, a expulsão dos judeus e a viagem de Colombo sob os mesmos soberanos. Tese: o mesmo impulso que fechou a península à diferença religiosa abriu o Atlântico — a fé “ganhou o Atlântico e perdeu a inocência”. O autor recusa tanto a leitura gloriosa quanto a condenatória: ambas omitem metade.

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Livro contábil antigo e caneta — ensaio de Juvenil Alves sobre o contador como quinto elo da suspeita tributária.

O quinto elo

Ouça o podcast: dois ensaios, um só pensamento sobre a suspeita tributária. Por que o contador tende a desconfiar do cliente e confiar no Fisco Em 1982 eu era assistente de contador. Trabalhava com o Sr. Abel Vieira, que cuidava da contabilidade de uma indústria de café e morreria dois

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Carta medieval selada com cera vermelha, ilustrando o ensaio de Juvenil Alves sobre a Carta de Preste João e a diplomacia do impossível na Idade Média.

A carta mais atrevida da Idade Média

Por volta de 1165, um documento apócrifo começou a circular pela Europa: a carta de um suposto rei cristão riquíssimo, senhor de um reino de maravilhas no Oriente. Foi copiada por monges, discutida em cortes, e chegou a receber resposta oficial do Papa Alexandre III — que enviou seu próprio médico numa missão diplomática da qual nunca mais se teve notícia. Este ensaio conta como uma falsificação literária se tornou geopolítica real, e por que a Europa medieval precisava acreditar nela.

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Mapa-múndi medieval em pergaminho, com rosa dos ventos e inscrições em latim, ilustrando a lenda de Preste João.

Preste João: a geografia da esperança e o rei que a Europa precisou inventar

Entre os séculos XII e XVI, a cristandade europeia acreditou na existência de um rei cristão poderosíssimo escondido no Oriente — senhor de setenta e dois reis, de rios que carregavam pedras preciosas e de um reino sem pobreza nem mentira. Preste João nunca existiu. Ainda assim, moveu exércitos, orientou navegações e ajudou a lançar a Europa ao mar. Este ensaio reconstrói como um boato nascido de uma batalha real na Ásia Central virou carta falsa, obsessão da cristandade e motor da expansão marítima — e o que esse fracasso revela sobre a esperança quando ela precisa de um lugar no mapa.

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Quem escreve

Juvenil Alves - jurista, teólogo, filósofo, psicanalista e escritor.

Nasceu em Abaeté, no interior de Minas Gerais. É filho de Juvenil Alves, alfaiate, e de Isabel Amélia, servente escolar. Foi nesse ambiente simples que aprendeu, desde cedo, o valor do trabalho, da disciplina, da educação e da responsabilidade.

Sua formação intelectual começou pela Filosofia  e pela Teologia e, mais tarde, encontrou no Direito o espaço emq ue essas reflexões passaram a dialogar diariamente com a vida concreta das pessoas, das empresas e das instituições. Desde então, nunca deixou de percorrer esse cruzamento.

Ao longo de mais de quatro décadas de atuação profissional, construiu uma carreira dedicada ao Direito Tributário e Empresarial, assessorando empresas, famílias e organizações em questões de alta complexidade. Paralelamente, manteve um estudo permanente das Humanidades, formando uma biblioteca construída ao longo de quase cinquenta anos de leituras, pesquisas e anotações.

Neste blog, reúne essas duas experiências. Escreve sobre Direito Tributário, Direito Empresarial, Reforma  Tributária, Filosofia do Direito, Filosofia, Teologia, Psicanálise, Liderança, Ética, Humanidades e Neurodiversidade. Não para oferecer respostas prontas, mas para investigar as ideias, os príncipios e os fundamentos que orientam as decisões humanas.

Os ensaios publicados aqui dialogam com autores clássicos e contemporâneos e procuram aproximar o pensamento filosófico da realidade jurídica, empresarial e social. Muitos deles integram projetos editoriais em desenvolvimento e servirão de base para futuras obras.

Este espaço nasceu da convicção de que a técnica, quando separada das Humanidades, empobrece o pensamento; e de que a Filosofia, a Teologia, a Psicanálise e o Direito continuam oferecendo instrumentos indispensáveis para compreender o ser humano, as instiuições e os desafios do nosso tempo.

Sem fórmulas. Sem juridiquês.

O conteúdo chega em dois formatos: leia quando quiser no blog ou ouça quando puder no podcast, disponível no Spotify.

Bem-vindo ao Assunto Tributário e Muito +

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