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Crédito de Carbono. O mercado acabou?

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O tempo, esse voraz dominador, tem surripiado de todos nós algumas importantes reflexões. Hoje um amigo distante, lá de Manaus ligou-me perguntando sobre crédito de carbono, o que me ajudou a parar algumas tarefas e escrever esse breve artigo.

Para os que não sabem sou autor de um protocolo internacional de auditoria de crédito de carbono, publicado e registrado pela ABNA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS AMBIENTAIS, que é pioneira no Brasil na normatização sobre validação de crédito voluntário de carbono.

Na Câmara dos Deputados, 53a Legislatura, fui titular da Comissão de Meio Ambiente e além de ter debruçado sobre a famigerada transposição do Rio São Francisco, quando alertamos o Governo de que o projeto era uma “roubada”, tive a oportunidade de também focar diversos assuntos ambientais, como especialmente o Crédito de Carbono.

Respondendo ao Marcos , bem como a quem interessar : O Mercado de Crédito de Carbono está frio ou quase gelado. É uma pena, porque quem produz ativos ambientais deve merecer o justo pagamento.

A regulamentação de outrora do Protocolo da cidade mais bonita do Japão – Kyoto – caiu no vazio , porque era excessivamente exigente e, também, porque os EUA não validaram as pretensões da forma como fora proposto. Aliás, não é superstição, mas como Kyoto foi palco do massacre de missionários católicos em 1594, acho que depois disso nada de positivo vai vingar naquele lugar. Quem quiser aprofundar no tema do massacre há um livro sobre esse tema, que virou filme. Em breve posso fazer um resumo do mesmo aqui.

Mas a validação do crédito de carbono, como a de minha autoria, não precisa vir do mercado regulado (Kyoto) e sim do mercado voluntário, como é negociado nos Estados Unidos.

O mercado regulado faliu mesmo. O mercado voluntário ainda dá alguns suspiros ofegantes, mas está cambaleando, por falta de bons créditos e também por falta de compradores. Há muita especulação nesse mercado.

Vale a pena produzir crédito de carbono? Depende. Caso você tenha como produzir créditos bons e tenha onde utilizá-los para suas próprias atividades, então é uma boa opção. Para venda a terceiros, não recomendo.

Crédito de carbono é um ativo como qualquer outro e serve para transações no mercado, inclusive para garantias de passivos e até mesmo tributários.

Finalizando, tenha sempre atitudes positivas em relação a produção de ativos ambientais, mas consulte um especialista antes de investir na produção sistematizada de crédito de carbono. Se já o tem e o produziu, consulte-me – Juvenil Alves – sobre como auditar.

Caso necessite de alguma ajuda para resolver problemas na Receita Federal ou ainda possua alguma dúvida, acione nossa equipe pelo WhatsApp, estamos prontos para lhe atender.

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